Cuidados com a saúde do coração

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A Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta a população de todos os países sobre os riscos e cuidados com o coração. Só no Brasil, os óbitos relacionados às doenças cardíacas representam cerca de 30%. O site Cardiômetro indica quantas mortes por doenças cardiovasculares acontecem no Brasil, no período de um dia, um mês e um ano. Através dele, é possível calcular qual o seu risco coronariano atual (desde o critério sem risco até à faixa de perigo) e daqui a dez anos.

O médico cardiologista Luiz Vianna Sobrinho, atualmente doutorando no programa de pós-graduação da UFRJ e da Fiocruz, acredita que o modelo de vida ocidental do homem urbano tem propiciado no aumento destas doenças. A prevenção, com a prática de exercícios físicos regulares e uma alimentação equilibrada, continua sendo consenso como o melhor caminho para uma vida saudável.

Fatores de riscos

Os grandes fatores de riscos continuam sendo a hipertensão, a diabetes, o colesterol elevado, o tabagismo, o stress e o sedentarismo. Além disso, ter alguma predisposição genética também é um sinal de alerta, que não deve ser ignorado. Para evitar o surgimento de doenças cardíacas, é fundamental perceber se você pertence a um desses grupos de riscos e buscar um cardiologista.

As mulheres, apesar de serem as que mais buscam cuidar da saúde, precisam ter a atenção redobrada. O coração feminino é mais traiçoeiro em relação ao masculino. Segundo um artigo publicado pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, o uso da pílula anticoncepcional pode aumentar as chances do desenvolvimento de uma trombose, pois a medicação propicia a formação de coágulos que impedem a passagem sanguínea no corpo. Já as mulheres com mais de 50 anos têm os riscos dobrados com a chegada da menopausa, pela perda do hormônio estrogênio, que diminui o ritmo cardíaco.

Aliados na prevenção

O exercício físico está relacionado a uma melhor qualidade de vida para todos. Porém, é necessária a realização de alguns exames, como o eletrocardiograma, que possam descartar qualquer problema de saúde. Aqueles que já têm alguma doença devem passar por um médico, para que ele determine o estilo de atividade física e o grau de intensidade que o indivíduo está liberado a fazer.

A alimentação pode ser uma aliada na sobrevida do cardiopata. Atualmente, existem aqueles que preferem cortar laticínios e glútens das refeições, enquanto outros preferem não consumir nenhum produto de origem animal. Em geral, o que se sabe é que as pessoas estão mais informadas. Na opinião do cardiologista Luiz Vianna Sobrinho, a alimentação deve ser saudável e não dietética. “O que está comprovado é que as carnes industrializadas levam mais ao câncer colorretal do que o cigarro ao câncer de pulmão. Alimentos industrializados e, principalmente, os carboidratos industrializados são os grandes inimigos da doença cardiovascular, da obesidade e da diabetes”, ressalta.

A dieta mediterrânea é apontada como uma das opções aos pacientes cardiopatas. Estudos, realizados na Europa e nos Estados Unidos, já comprovam a eficácia na redução das doenças cardíacas. Para seguir à risca o cardápio, recomenda-se substituir o óleo tradicional de cozinha pela gordura de qualidade, ou seja, de origem vegetal. Deve-se inserir na alimentação azeites e azeitonas, alimentos ricos em fibras, vitaminas, frutas frescas, oleaginosas, tomates, saladas, castanhas e peixes.

Diagnóstico e exames

O médico só consegue fechar um diagnóstico depois de avaliar um conjunto de fatores: o histórico do paciente, a tendência genética, principalmente, de parentes de primeiro grau e os exames rotineiros, eletrocardiograma, ecocardiograma, exames laboratoriais para analisar a parte metabólica, que incluem, glicose, ureia, creatina, ácido úrico, hormônio da tireoide e perfil de lipídios.

Não existe uma regra para a periodicidade da consulta médica, ela depende das características do paciente. “Em geral, indivíduos acima de 40 anos que tenham fatores de risco, hipertensos, tabagistas e diabéticos, precisam ir ao consultório médico pelo menos uma vez ao ano. Para aqueles que já estão no começo de um tratamento, a periodicidade da consulta varia. Em alguns casos, no qual o paciente está instável ou saindo de uma cirurgia com algum evento agudo de risco, às vezes, a consulta pode ser semanal”, explica o cardiologista Luiz Vianna Sobrinho.


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