Entrevista com Marysther, assistente social da At Home

Entrevista com Marysther, assistente social da At Home

Há pouco mais de um ano e meio na At Home, Marysther Fonte Boa é graduada em Serviço Social pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e estudou sobre atenção primária da saúde na Escuela Nacional de Salud Publica de Cuba. Na entrevista, a assistente social destacou a importância do atendimento domiciliar e comemora a oportunidade de estar em uma empresa que valoriza o atendimento de saúde interdisciplinar e que rompe com os parâmetros enrijecido no tratamento patológico.

Veja abaixo:

Qual é o papel da assistente social na At Home?

Na At Home a minha atuação exige um olhar profissional propositivo, traçando alternativas em conjunto com convênios de saúde, equipe multiprofissional, familiares e/ou paciente. Buscando formas e intervenções que visam contribuir com a assistência prestada, reforçando a democratização da informação de forma clara, objetiva, transparente e humana, orientando sobre normas e rotinas, acompanhando e monitorando as condições existentes nos domicílios.

Do ponto de vista social, qual é a vantagem de realizar o tratamento em domicílio?

Do ponto de vista social o paciente que recebe assistência em seu domicílio refaz/ potencializa os vínculos com sua família, recorda situações vivenciadas no espaço onde encontra-se em tratamento o que auxilia sua participação ativa no processo saúde-doença.

Quais são as demandas mais encontradas?

Uma das demandas mais complexas para a atuação é a dificuldade de aceitação dos familiares sobre a condição clínica do seu ente, que ao transferir o paciente do âmbito
hospitalar para o domiciliar, muitas vezes, criam uma enorme expectativa sobre a evolução imediata do quadro clínico. Outra demanda igualmente complexa é o desgaste, normalmente das mulheres, que vivenciam todo o processo do home care por longos anos e acabam se vendo sozinhas à frente das responsabilidades.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou durante sua carreira dentro da At Home?

Em minha inserção na empresa, algo que precisei trabalhar de maneira mais atenta foi a minha prática profissional na esfera privada, já que a minha experiência foi sempre no
ambiente público. Em algumas discussões de casos bem complexos, me peguei mentalmente traçando estratégias de intervenção amparada em políticas públicas, algumas vezes precisei refazer as estratégias e voltar para a realidade a qual minha atuação estava sendo solicitada.

Em Maio é comemorado o dia do assistente social, no dia 15. O que você tem que comemorar neste mês com a At Home?

Comemoro de maneira especial neste dia o crescimento de espaços de discussão interdisciplinar que rompem o conceito de saúde como sendo a simples ausência de doenças, colocando em cheque a discussão de todos os condicionantes para um ambiente saudável. O que torna o terreno fértil para inserção e atuação do assistente social pautando sua intervenção no empenho e eliminação de todas as formas de preconceito; articulação com os movimentos de outras categorias profissionais; compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e o exercício do Serviço Social.


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