Luta mundial contra o tabagismo

Luta mundial contra o tabagismo

O que pode mudar na vida de uma pessoa em 20 minutos? Sabia que se um fumante deixar o vício, esse curto espaço de tempo já é o suficiente para o corpo apresentar os primeiros efeitos positivos? Nesse pequeno período sem tragar o fumo, já é observado que a pressão arterial e a pulsação retornam ao seu estágio regular. Após duas horas, o corpo já é capaz de eliminar toda a nicotina presente na corrente sanguínea, em dois dias o olfato e o paladar tornam-se mais aguçados. Depois de três anos sem fumar, o risco da pessoa sofrer um infarto, já cai pela metade e chega a aproximadamente à mesma proporção de alguém que nunca fumou.

De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), cerca de seis milhões de pessoas morrem no mundo devido ao tabagismo. No Brasil, são 200 mil mortes causadas pelo hábito de fumar. Essa é a principal causa de falecimentos considerados evitáveis em todo o mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, os cânceres que mais matam no país, são os que se
manifestam no pulmão e na laringe. Eles representam 12,3% dos tipos de câncer apresentados pelos brasileiros. Em 2012, foram registrados 23.501 óbitos de câncer de pulmão e 4.339 de laringe no país.

Deixar o cigarro pode parecer difícil, as recaídas podem acontecer, mas, de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), um ex-fumante tenta parar de fumar em média entre três a quatro vezes até conseguir definitivamente. No Brasil, segundo dados apresentados pelo
Ministério da Saúde, desde o início da realização do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) em 2006, foi observado uma queda de cerca de 28% no número de brasileiros que se declaram fumantes até 2013 – em 2006, 15,7%
dos brasileiros fumavam; em 2013, o índice foi a 11,3%. Em 1989, uma pesquisa do IBGE revelou que 34,8% dos brasileiros eram fumantes, o objetivo do governo é que em 2022 o índice de tabagistas no país chegue à 9%.

Desde o ano passado, a lei antifumo se tornou mais rígida, não é mais permitido, por exemplo, que haja fumódromos em locais públicos fechados. As propagandas em cartazes nos pontos de compra, também foram vedadas. As fotos com doenças provocadas pelo hábito de fumar, agora
não ficam somente na face posterior dos maços de cigarro, elas também ocupam 30% da parte dianteira. As publicidades em veículos de comunicação que associam o tabagismo ao vigor sexual, prática de exercícios físicos e popularidade permanecem proibidos. O ministério da
saúde, aponta tais ações como uma das principais responsáveis pela diminuição de fumantes no país.

Além das ações listadas acima, o SUS também oferece um programa de recuperação para auxiliar quem deseja largar o vício. Desde 2002, o Ministério da Saúde disponibiliza mais de 23 mil equipes da Atenção Básica, em mais de 4 mil municípios, para ofertar este acompanhamento. Também são oferecidos medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de
mascar e o antidepressivo bupropiona. Para iniciar o tratamento, basta procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência e se informar sobre os locais e horários onde você pode encontrar o serviço.


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