O papel da mulher na Força de Trabalho em Saúde

Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, é marcado pela luta destas ao redor do mundo por melhores condições de trabalho, respeito e igualdade de direitos. Sabemos que na saúde a presença feminina é fundamental, e nosso artigo de hoje é uma justa homenagem a essa dedicação, competência e cuidado das mulheres.

A pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) intitulada “A força de trabalho do Setor Saúde no Brasil: Focalizando a Feminização”, traz dados que ressaltam o aumento da presença feminina no setor. Seguindo este cenário, a At Home é uma empresa que tem 75% de sua força de trabalho composta por mulheres, sendo a diretoria integralmente feminina, bem como a maioria dos cargos de coordenação.

A assistente social da At Home Niterói, Marysther Fonte Boa, destaca que no estudo de Lena Lavinas (2001) sobre empregabilidade no Brasil, os dados mostram que a participação feminina no mercado de trabalho tem aumentado de forma linear e alheia às flutuações da economia. “Em meio a esta mudança do cenário nacional, é preciso considerar, entre outros aspectos, as conquistas do movimento feminista no empenho em trazer à tona a igualdade de oportunidades e de participação política para as mulheres no mercado de trabalho”, comenta.

Marysther, que foi residente multiprofissional em Saúde da Mulher pela UFRJ, observa que ainda é preciso avançar, pois existem setores dentro da área da saúde com reduzida inserção da mulher. Porém, sobretudo no segmento de home care, é de suma importância o destaque e valorização deste gênero. “Como a nossa práxis é pautada na assistência domiciliar, é indispensável considerar além do contexto clínico, o social. Por sermos uma equipe majoritariamente feminina, tal fato nos possibilita estarmos mais atentas aos inúmeros papéis atribuídos à mulher e as dificuldades que muitas vezes surgem a partir destes”, explica Marysther.   

Majoritariamente as mulheres são as únicas responsáveis por seus familiares adoecidos e se mostram fragilizadas e até extenuadas com o processo saúde-doença o qual foram impostas a gerenciar. Em muitos casos elas chegam até a abdicar de seus crescimentos e satisfações pessoais. Nesse contexto, o fato de o profissional da saúde também ser mulher possibilita maior sensibilidade às suas dificuldades, dúvidas e angústias frente ao plano de cuidados e prognósticos de seus entes.

“Minha formação me faz valorizar ainda mais as questões sociais e de gênero tão brutalmente inseridas no mercado de trabalho. Em virtude de tal fato, ressalto a satisfação que é fazer parte da equipe At Home, sendo notório o reconhecimento profissional que a empresa tem pela atuação da mulher”, conclui Marysther.


Graduada em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Marysther Fonte Boa, é assistente social e gestora da AT Home Niterói. A especialista também é pós-graduada em Gestão de Saúde Pública pela UFF e residente multiprofissional em Saúde da Mulher pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Fontes:
LAVINAS, L. Empregabilbidade no Brasil: Inflexões de gênero e diferenciais femininos. 2001.

WERMELINGER, M. et al. A Força de Trabalho do Setor de Saúde no Brasil: Focalizando a Feminização. Divulgação em Saúde para Debate, Rio de Janeiro, n. 45, p. 55-71, abril 2010.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *