O que é Autismo?

autismo

Este mês é comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. O distúrbio do desenvolvimento humano, também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi descrito pela primeira vez em 1943, pelo médico austríaco Leo Kanner. Porém, a ciência ainda enfrenta divergências e questões sem resposta sobre essa condição neurológica.

Uma das fundadoras da Associação de Amigos do Autista (AMA) e atualmente superintendente da organização, Ana Maria Ros de Mello, explica que o autismo é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos. Ele se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.

Segundo as recomendações da AMA, o diagnóstico da doença deve ser feito por um profissional com formação em medicina e experiência clínica de vários anos diagnosticando essa síndrome. “Ele é feito basicamente através da avaliação do quadro clínico. Não existem testes laboratoriais específicos para a detecção do autismo. Por isso, não apresenta um marcador biológico”, explica a especialista.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1% da população mundial apresenta algum nível de TEA. Existem instituições especializadas, como a AMA, preparadas para realizar intervenções adequadas a cada tipo ou grau de comprometimento. “É natural que o momento do diagnóstico seja doloroso. Informe-se e converse com outras famílias em situação semelhante. Invista em planos em relação a você mesmo e também para poder oferecer todas as oportunidades necessárias a seu filho”, sugere Ana Maria.

A fisioterapeuta do Hospital Azevedo Lima, Kelly Carvalho, convive com autistas há cinco anos. “Antes disso tinha a percepção errada da síndrome. Como a maioria das pessoas, achava que as crianças autistas viviam em seus próprios mundos isoladas”, explica Kelly. “Quando vivenciei de perto, logo percebi o engano. E não demorou muito para me apaixonar e querer entender a fundo essa forma diferente de ser e de enxergar o mundo”, completa.

Na avaliação de Kelly, ainda é preciso avançar em pesquisa, inclusão social, conscientização e capacitação para professores e terapeutas. “O que mais me chama atenção e me entristece são os olhares preconceituosos. Imagine para um pai e uma mãe? Precisamos de mais solidariedade e menos julgamento”, conclui a fisioterapeuta.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *